O Uber e a propaganda jurídica

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O ministro do STF Marco Aurélio e o marketing corporativo.

“Foi bem-vindo o sistema de aplicativos, e embora, não se tenha no cenário nacional a regulação, sob a minha ótica, hoje é um sistema mais seguro do que o de táxi. Eu opto sempre pelo Uber e tenho o aplicativo no meu celular”, afirmou.

O ministro, na correria da rotina, não deve ler jornais ou não consultou sobre o crescimento dos casos de estupro, assédio e roubo nessa modalidade de transporte. Também deve desconhecer que nem sempre o motorista que dirige é o motorista cadastrado. Não bastasse isso, há uma série de motoristas de aplicativos assassinados em assaltos devido à falta de segurança do sistema. Ao dizer que o sistema de aplicativos é mais seguro do que os táxis, que passam por uma bateria de inspeções e desde sempre os motoristas foram obrigados a ter quatro certidões de nada consta criminal, soa mais como piada de um ministro cercado por uma gaiola dourada e alheio à realidade.

Um juiz da suprema corte, julgando a constitucionalidade de um serviço, agir como garoto propaganda que resvala no marketing favorável e voluntário ao citar a multinacional que está formando um monopólio no país, é no mínimo uma situação exótica. Seria melhor se houvessem chamado o garoto da Bombril para os acréscimos.

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