Vermelho

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Não sente mais o pulsar dos venais.
O peito arde, queimando ideais.
Apaga a frase vil: peace and love.
O coração é tocha, molotov.

Inflama máquinas irracionais,
Não! Animais, escravos, nunca mais.
O senhor olha, mas não se comove.
Da altiva ganância, nada o demove.

Trabalhadores do mundo, uni-vos.
Pedras e paus contra abutres em marcha.
As bestas avançam, não há saída.

Pés sujos, descalços, subversivos.
O frio porrete vem para o racha
Na luta injusta que faz justa a vida.

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