análise do jornalista ricardo cota

“Alexandre Coslei é um criador completo. Insatisfeito com os viciados caminhos da edição literária no país, partiu para ser o editor de si mesmo. Estudou os meandros da produção e fez seu próprio livro. Capa, tipologia, fotos, enfim, todos os caminhos da linha de montagem. Se bobear, até a caixa de papelão foi confeccionada por ele. Só chegar até aí já seria notável. Mas tem o texto. E que texto! São contos-crônicas que desvelam um Rio de Janeiro poliédrico, atemporal, do bas-fond da pegação nos cinemas pornôs ao inventivo renascer de um provável “causo” do cotidiano de Machado de Assis. O Rio do bullying perverso das escolas e até da recente rotina do enclausuramento (aliás, o melhor relato ficcional sobre a pandemia). A visão de Coslei é crua como suas fotos. Relato seco, preciso, de um cenário em que é preciso ajustar as lentes para reencontrar a beleza e algum sentido, se é que há, no mundo ao redor. E o sentido está na busca, seja da elaboração da escrita, seja na coragem de abrir caminhos próprios para fazer sua palavra chegar ao próximo. Comprar um livro de Coslei é comprar um sonho de liberdade solta das amarras da indústria convencional. Como produto, uma obra de invenção. Saibam como comprar visitando a bio de Alexandre Coslei. Grande criador e criatura que troca as orações pela cachaça e pela literatura.”

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