A liberdade que oprime

Enganam-se os que creem que só quem é livre desfruta da felicidade: os idiotas caminham felizes, justamente, por serem prisioneiros … Mais

Um almoço com Machado de Assis

A mais intensa biografia sobre Machado de Assis continua sendo a de Lúcia Miguel Pereira, escrita nos idos de 1930. A autora teve a valiosa oportunidade de entrevistar algumas pessoas que mantiveram contato direto com o bruxo do Cosme Velho. Costura com maestria as correlações que unem a história do escritor ao contexto de sua obra. Certamente, fica mais fácil decifrar Machado lendo Lúcia Miguel Pereira, que com sensibilidade e empenho nos apresentou o sujeito oculto.

O homicídio banalizado

São tragédias constantes envolvendo motoristas de aplicativos. Pais de família que são assassinados, jovens motoristas que são mortos pela violência urbana, o comum entre todos eles é que encontram a vida abreviada no momento em que prestam serviço para alguma empresa estrangeira que faz a gestão desses aplicativos, mas que alegam não guardarem nenhum laço de proteção trabalhista com as vítimas.

Táxis à deriva, uma história da covardia

Acordei bombardeado pelas notícias que narram mais capítulos de maldades do governo Bolsonaro, sempre apoiado pelos seus robôs virtuais e cidadãos guiados por infantilismos políticos. Lembrei-me que a primeira grande demonstração do poder destrutivo das Redes Sociais aconteceu contra os taxistas. Foi contra eles que se inaugurou um maciço discurso de ódio, uma vingança movida por ferozes autômatos digitais disparados sobre uma classe inteira de operários do volante.

A biblioteca de Van Gogh

Inúmeras vezes, nas cartas ao irmão Theo, Vincent Van Gogh discorre sobre literatura com a argúcia de um crítico e a paixão de um leitor voraz. A literatura é um tema tão recorrente para Van Gogh que nem nos surpreendemos quando ele confessa que poderia tê-la escolhido como meio de expressão, caso a pintura não se houvesse afirmado em sua vida.

O protagonismo da credibilidade

Assistindo a um documentário sobre Gay Talese, chega a surpreender o compromisso de jornalistas de outras terras com a credibilidade do próprio nome. Às vésperas do lançamento, Talese foi ao ponto de desautorizar um dos livros que escreveu por descobrir inconsistências no trabalho. Não foi o primeiro filme ou documentário sobre jornalistas relevantes em que o fator credibilidade protagoniza a história, ameaçando reputações de profissionais com sólida carreira no jornalismo.

O Uber e a propaganda jurídica

O ministro Marco Aurélio, do STF, ao votar a favor da legitimação dos aplicativos de transporte privado, aproveitou para divulgar o Uber.